Da guerra à paz com o comer
- Juliana Graminho

- 19 de mar. de 2022
- 4 min de leitura
Hoje vou te contar um pouco da minha história com a comida, veja se é parecida com a sua. Desde muito pequena me sentia incomodada com meu corpo, por me comparar às outras crianças e pelo ouvia dos outros, logo cedo me entendi gorda. Além disso, diferentemente de outras crianças, eu não conseguia controlar o que comia - diversas vezes me empanturrava e depois me sentia mal por isso. Minha mãe, sem saber o que fazer, e querendo ajudar, me matriculou no ballet, e começou a controlar o que eu comia, chamando minha atenção em diversos momentos do dia: "- Já deu, né Ju?". A primeira vez que estive em um médico endocrinologista para emagrecer foi com 11 anos. Ele me prescreveu uma dieta, enfatizando o que eu deveria incluir (salada - que eu odiava) e o que eu deveria cortar (doces e frituras) e o que eu devia maneirar (lembro que eram 3 colheres - podia escolher entre arroz, feijão, purê, etc. mas não podia passar das 3 colheres). Cheguei a emagrecer rápido (10 kg em 1 mês), e acabei pegando uma pneumonia por isso. Isso mesmo! Minha mãe então mudou de posição, querendo que eu voltasse a comer normal para recuperar a saúde... então, para minha felicidade e preocupação, estavam liberados novamente o achocolatado, a farinha láctea, os bolos e o Sucrilhos. Tudo isso foi o início de um pesadelo e piorando com o tempo: emagrecendo algumas vezes e engordando bastante depois, odiando cada vez mais meu corpo e, hoje vejo, tendo uma relação cada vez mais conturbada com a comida. Eu sentia que quanto mais buscava restringir a alimentação, mais me descontrolava. Quanto mais buscava emagrecer, mais engordava depois. Quanto mais dieta eu fazia, mais ficava obcecada por comida. Simplesmente eu não entendia o que se passava com minha mente e com meu corpo. Foi então que decidi, por pura rebeldia na época, parar de fazer dieta com médico e começar a frequentar um psicólogo. Isso mesmo! Minha intuição na época dizia que o meu estado emocional e a maneira como me relacionava com as pessoas interferia demais no modo que eu comia. Até que fui fazer Psicologia, e descobri que minha intuição estava certa. Comer bem é o último passo, para quem está com a autoestima boa, para quem conhece seu corpo, para quem tem relações com as pessoas nutritivas (e não tóxicas), para quem conhece e lida bem com suas emoções, para quem não sofre de alguma doença mental ou emocional. Toda aquela dor passou a ganhar outro nome: entendimento e compaixão. Parei de dar razão às pessoas que diziam que "era só fechar a boca e ter força de vontade" e passei a entender que o buraco é muito mais embaixo. Simplesmente, porque somos seres bastante complexos: emagrecer não é e nunca foi só comer menos e gastar mais (como dizia meu primeiro médico, ou como alguns profissionais erroneamente pregam até hoje). Por que estou contando tudo isso, me expondo assim para você? Por que eu estava exausta de sofrer com a comida e com o corpo e encontrei um caminho, e não poderia de maneira alguma ficar com isso só para mim. Além de toda psicoterapia que passei e passo até hoje, um ponto fundamental foi ter conhecido a Dani Pini (primeiro minha Nutricionista, e hoje minha sócia no Programa Comer Consciente). A Dani me mostrou conceitos que eu nunca tinha ouvido falar, que revolucionaram o meu modo de comer (atento, presente, sentindo cada mordida), revolucionaram o modo que eu entendia o trabalho de nutricionistas (a Nutrição Comportamental e Gentil que ela pratica ensina que podemos ser flexíveis com o que comemos, podemos comer de tudo, podemos fazer nossas escolhas alimentares, sem precisar ficar seguindo uma dieta rígida). Agregamos a isso, tudo o que eu venho estudando há anos sobre gestão das emoções, imagem corporal, tratamento para transtornos alimentares. Somamos nossa experiência de consultório. E assim nasceu o Programa Comer Consciente. Um caminho de PAZ COM A COMIDA, que ajuda mulheres a reencontrarem seu amor próprio e seu equilíbrio. Desde 2018, nossa missão é ajudar mulheres que sofrem com a comida e com o corpo (que já tentaram de tudo e quase desistiram de si) - por meio do "Programa Comer Consciente ". O Programa é um trabalho de 10 semanas em grupo, em que você vai aprender novos conceitos de nutrição e psicologia que irão lhe ajudar nessa melhor relação com a comida e com o corpo. O trabalho não é só teórico, é também prático e terapêutico. Em GRUPO, pois juntas, vamos colocando em prática esses novos conceitos e esse novo estilo de vida. No grupo há muita troca, cumplicidade, ajuda mútua e descobertas. É um programa completo - composto por abordagens cientificamente comprovadas como Mindful Eating, Gestão das Emoções, Nutrição Comportamental, Comer Intuitivo, Psicanálise, Neurociência, Análise Transacional, entre outras. Tudo isso reunido para trazer te prazer ao comer, autoconhecimento, e paz com a comida e com o corpo!
Juliana Graminho
Psicóloga e Mentora do Programa Comer Consciente









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