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O que é ser mulher?

  • Foto do escritor: Juliana Graminho
    Juliana Graminho
  • 8 de mar. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 8 de mar. de 2022

Homenagem às mulheres e reflexão sobre a identidade da mulher nos dias atuais.


Hoje, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, convido você a pararmos um momento para refletir sobre o que é exatamente ser mulher em nossa sociedade contemporânea.


Do ponto de vista biológico não fica tão difícil essa distinção, basta observarmos as características físicas: genitália, voz, seios, quadris, etc. - para identificar que alguém é mulher.


Mas para compreender o que é ser mulher precisamos ir muito adiante da nossa parte física, pois somos seres eminentemente sociais. Nesse sentido social, vamos aprendendo o que é ser mulher ao longo da vida. E vamos assim nos identificando com o gênero feminino ou masculino. O fato, por exemplo, de um homem comumente não usar saia ou vestido - foi aprendido socialmente, não é da nossa "natureza".


Imaginemos, por exemplo, como hipótese extrema, se uma menina nascesse e nunca tivesse tido contato com outros serem humanos, ela não seria uma mulher nos moldes ocidentais contemporâneos (maquiagem, vestuário, linguagem corporal, estilo de cabelo, etc.).


Aprendemos, pelo contato com as outras pessoas, o que é "normal" e "correto" para uma mulher. Vamos ouvindo e aprendendo, desde cedo com os outros, como nos comportarmos, vestirmos, o que falarmos para sermos reconhecidas como mulheres, acrescento, "adequadas".


Percebo que - mesmo com o avanço do pensamento feminista em nosso país - é ainda esperado que a mulher comporte-se sendo meiga, acolhedora, compreensiva e suave. E tantos outros adjetivos. O que na PRÁTICA nos remete mais à passividade e fragilidade do que ao empoderamento e à potência - que, no DISCURSO, temos tanto almejado e propagado. Sim, estas contradições entre discurso e prática são bem humanas, e especialmente observadas em momentos de transição como o que temos vivido.


Algumas histórias infantis antigas (como Branca de Neve, Bela Adormecida e Chapeuzinho Vermelho) ainda parecem representar um pouco do que vivemos na atualidade. Elas nos ensinaram que as mulheres são frágeis e necessitam de um homem que as salve e assim viverão "felizes para sempre".


Alguns dirão que essas são só histórias, contos de fadas, que não são vida real. Mas, no dia-a-dia observamos que não é raro comentários de uma amiga incomodada porque uma outra está ainda solteira.


Na vida real é ainda possível ouvir frases como: "meninas são mais sensíveis que garotos", "meninas tem o dom nato de cuidar, os meninos são mais brutos", "isso não é brincadeira de menina". E ainda, "não pega muito bem uma mulher tomar iniciativa no relacionamento", "esse tipo de trabalho não é para mulheres".


Vemos na prática, que se um homem fala de forma ríspida normalmente é interpretado como sendo forte, e até viril. Se uma mulher fala de modo ríspido é vista como mal educada, descontrolada, ou até mal amada, como diriam alguns.


Chegando até ao extremo de falas como "o homem tem mais desejo que a mulher, então é de certa forma mais aceitável que ele busque relações fora do casamento".


Parando para analisar, você acha mesmo que essas diferenças são fisiológicas, ou são realmente socialmente aprendidas?


Quando acreditamos que alguns comportamentos são mais aceitáveis em homens do que em mulheres, isso tem nome: machismo.



Um dos nossos pilares fundamentais no Programa Comer Consciente é o empoderamento feminino. Repudiamos qualquer forma de violência ou discriminação de gênero, côr, corpo, orientação sexual ou religiosa. Assim, nossa voz é para que o fato de uma pessoa ser homem ou mulher não interfira em suas oportunidades, responsabilidades domésticas, direitos, deveres, salários, ou qualquer outra forma de acesso.


Feliz Dia das Mulheres! Que não só hoje, mas sempre, tenhamos reflexões e ações para o real empoderamento das mulheres, equidade de direitos, deveres e oportunidades.



Juliana Graminho

Psicóloga e Mentora do Programa Comer Consciente

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