top of page

Ser mulher: reflexão e homenagem

  • Foto do escritor: Juliana Graminho
    Juliana Graminho
  • 8 de mar. de 2025
  • 4 min de leitura

Hoje é um dia especial. Um dia para lembrar, para honrar e, mais do que tudo, para refletir. O Dia Internacional da Mulher não é só sobre flores e homenagens, mas sobre a nossa história, nossas lutas e os desafios que ainda enfrentamos.

Você já parou para pensar por que esse dia existe?

Porque, ao longo da história, mulheres foram proibidas de estudar, de votar, de trabalhar, de ter uma conta bancária no próprio nome. Porque até hoje, ganhamos menos do que os homens, mesmo fazendo o mesmo trabalho. Porque ainda somos questionadas quando queremos ser mães… e quando não queremos. Porque ainda ouvimos que precisamos nos comportar, nos cobrir, nos encaixar.


Mas hoje não é um dia para falarmos apenas das dificuldades. É um dia para lembrar da força que temos. E da liberdade que estamos construindo, juntas.


ree

A LUTA POR DIREITOS IGUAIS


Se hoje eu posso estar aqui, escrevendo livremente para você, é porque muitas mulheres antes de nós abriram caminhos. Algumas delas, você já ouviu falar: Maria da Penha, que transformou sua dor em uma lei para proteger mulheres da violência. Malala, que lutou pelo direito das meninas estudarem. Simone de Beauvoir, que escreveu sobre o direito de sermos quem quisermos ser.

Mas e a gente? No nosso dia a dia? Como essa luta chega até nós?

Chega na hora de buscar um emprego e descobrir que, em média, as mulheres ganham 20% a menos do que os homensno Brasil. Chega quando uma mulher sofre violência dentro de casa e tem medo de denunciar. Chega quando, ao sair na rua, temos que pensar na roupa que usamos, no caminho que escolhemos, na hora que voltamos.

Você já sentiu isso? Aquela sensação de estar sempre alerta? De carregar um peso invisível? Pois é. Esse peso não é individual. Ele faz parte de um sistema que ainda não trata homens e mulheres como iguais.

Mas o que podemos fazer?



A ARTE E O AUTOCONHECIMENTO COMO FORÇA DE MUDANÇA


Uma das formas mais poderosas de mudar isso é através da arte. O cinema, a música, a literatura, a pintura… Tudo isso molda a maneira como enxergamos o mundo.

Se hoje entendemos que mulheres podem ser protagonistas, é porque vimos filmes, lemos livros e ouvimos músicas que nos inspiraram a pensar diferente.

Agora imagine um mundo sem arte. Sem vozes femininas contando suas histórias. Sem músicas que falam sobre liberdade. Sem personagens que nos mostram novas possibilidades.

A arte nos ensina a questionar, a sonhar e a resistir. É por isso que sempre que tentam controlar uma sociedade, uma das primeiras coisas que atacam são os artistas. Porque onde há arte, há pensamento crítico. E onde há pensamento crítico, há mudança.

Então, da próxima vez que ler um livro, assistir a um filme ou ouvir uma música que te faça refletir… Lembre-se: isso também é parte da nossa luta.


Fernanda Torres representa um tipo de mulher que se reinventa, que transita entre a comédia, o drama e a literatura com inteligência e autenticidade. Seu reconhecimento internacional e suas escolhas artísticas, muito além de premiações, mostram que as mulheres podem ocupar qualquer espaço na cultura e no entretenimento.


Por que isso importa para outras mulheres?

  • Ao ganhar prêmios e ser reconhecida, Fernanda Torres abre portas para outras atrizes e roteiristas.

  • Ao interpretar personagens femininas complexas, ela contribui para a representação das mulheres na arte de maneira mais realista e menos estereotipada.

  • Como escritora, inspira outras mulheres a contarem suas histórias e ocuparem espaços na literatura.



O PESO INVISÍVEL DAS MULHERES


Agora, vamos falar de algo que talvez você sinta todos os dias, mas nunca tenha colocado em palavras.

Você já se sentiu exausta, sem tempo para você mesma? Já teve a sensação de que precisa dar conta de tudo, o tempo todo?

Isso tem nome. Chamam de jornada tripla.

Trabalho. Casa. Família.

Mesmo quando trabalhamos fora, a maior parte das tarefas domésticas e do cuidado com os filhos ainda fica com a gente. Estudos mostram que, em média, as mulheres dedicam 10 horas a mais por semana ao trabalho doméstico do que os homens. Isso significa que, no fim do mês, fizemos o equivalente a uma semana extra de trabalho – sem salário, sem reconhecimento.

E quando falamos de saúde, isso também pesa. Você já reparou como as mulheres vivem em guerra com o próprio corpo?

Desde cedo, ouvimos que precisamos ser magras, mas não demais. Que devemos ser bonitas, mas sem parecer que nos esforçamos para isso. Que devemos comer pouco, mas cozinhar bem. Que devemos ser desejadas, mas não desejar.

E aí vem o emagrecimento.

Quantas vezes você já tentou perder peso porque sentiu que precisava? Quantas dietas já fez por medo do julgamento?

A verdade é que muitas vezes não estamos buscando saúde. Estamos buscando aceitação. Queremos ser vistas, ser respeitadas, ser amadas.

Mas será que o problema está no nosso corpo? Ou no olhar que lançam sobre ele?


ree


A LIBERDADE DE SER MULHER


Liberdade, para uma mulher, é poder escolher.

Escolher se quer casar ou não. Se quer ser mãe ou não. Se quer emagrecer ou não. Se quer sair de saia ou de calça.

E é por isso que essa conversa precisa continuar. Porque enquanto ainda houver uma mulher que tem medo de andar sozinha à noite, enquanto houver uma menina que não pode estudar, enquanto houver uma mãe que precisa escolher entre alimentar os filhos ou pagar uma conta… Ainda teremos trabalho a fazer.

Mas lembre-se: nenhuma de nós precisa carregar esse peso sozinha. Estamos aqui, umas pelas outras.


Então, hoje, no Dia Internacional da Mulher, celebre. Celebre as que vieram antes. Celebre as que estão ao seu lado. E celebre a mulher incrível que você é.

Porque ser mulher é, acima de tudo, ser resistência.


Feliz Ser Mulher - hoje e todos os dias de sua vida!

Até a próxima!


Beijo

Juliana Graminho

Psicóloga

Comer Consciente

Comentários


  • Telegram
  • TikTok
  • Youtube
  • pngegg
  • Facebook - Black Circle
  • Instagram

©2018 - 2025 by Comer Consciente® 

bottom of page